Editados nas décadas de 70 e 80, estes documentários foram lançados em pequenos discos de vinil, em campanha pela defesa do folclore brasileiro. Aqui, os dados do 18° lançamento:
CONGOS/PARAÍBA
Das tradições folclóricas da Paraíba, destaca-se a Festa do Rosário, da Cidade de Pombal, no alto sertão paraibano, realizada no mês de outubro.
No ciclo festivo dedicado ao Rosário, os Congos ou Pretinhos do Congo são o grupo que representa, talvez, a peça mais importante pela sua originalidade, pois é o único que se apresenta com um entrecho dramático, além dos trajes mais exóticos.
Historicamente, registra-se, através da tradição oral, que foi Mané Cachoeira, personagem lendário, que, saindo a pé de Pombal para Olinda, em fins do século passado, conseguiu do bispo daquela cidade histórica a aprovação de um compromisso da Irmandade do Rosário dos Pretos, onde, daí, a origem provável de elementos dos Congos Olindenses adaptados à tradição paraibana.
O Grupo, que é constituído de 11 elementos masculinos, destaca 3 personagens: o Rei, que é a figura central, o Secretário, o Embaixador e mais 1 ou 2 músicos que tocam viola. Formam-se 2 cordões ou alas e usam saias rendadas brancas sobre calças compridas, cujos bordados lembram as alvas que os padres usam entre os paramentos da missa. Sobre a cabeça usam chapéus afunilados, na cor da blusa, enfeitados de espelhos, vitrilhos e areia prateada.
Apresentam-se tanto nas celebrações religiosas como em visitações, isoladas dos outros grupos, às famílias mais importantes da cidade. Formados em duas alas, com maracás nas mãos, encabeçados pelo Secretário e pelo Embaixador, tendo no centro o Rei, seguem silenciosos pela cidade em visitações às casas escolhidas, onde pedem licença para executar suas danças em quatro passos: aboio, zabelinha, tesoura ou tesourinha e volta-em-cheio.
Terminadas as exibições, retiram-se da cidade, depois de aceitarem bebidas em cada visita.
Dessas danças, a tesourinha é a mais vigorosa e acontece no momento em que o Rei, saindo do trono, participa da festa onde o grupo executa movimentos rápidos em forma de tesoura com as pernas. A viola acompanha os maracás marcados pelo ritmo da dança.
FRANCISCO PEREIRA JÚNIOR
FACE A
1 - CANTOS E EMBAIXADA..........5'57''
FACE B
1 - CANTOS: (1ª. parte do Boi)..........4'03''
2 - ZABELINHA..........2'03''
1977
CAPA: Congos de Pombal/Paraíba.
Foto de Osvaldo Trigueiro - 1977.
FICHA TÉCNICA
Interpretação: Congos de Pombal /Paraíba.
Solista: Chico Barros
Gravação: Realizada ao vivo na Cidade de Pombal/PB, em 15.01.1977.
Técnicos de Som: Aluysio Ferreira/TV Universitária do Recife/PE - Canal 11 e Osvaldo Trigueiro/Universidade Federal da Paraíba. Coordenação: Profs. Roberto Benjamin e Osvaldo Trigueiro.
Montagem: Prof. Aloysio de Alencar Pinto e José Monteverde/Museu da Imagem e do Som/Rio de Janeiro/RJ.
Supervisão: Prof. Aloysio de Alencar Pinto.
Produção: Campanha de Defesa do Foclore Brasileiro. Diretor-Executivo: Bráulio do Nascimento. Rua do Catete, 179 - Rio de Janeiro/RJ.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
DEPARTAMENTO DE ASSUNTOS CULTURAIS - FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTE - FUNARTE
CAMPANHA DE DEFESA DO FOLCLORE BRASILEIRO
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Negritos, letras maiúsculas e minúsculas, acentos e pontuações mantidos de acordo com o original.
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